Lote 2 do Leilão Brahmânia

Daqui a 5 dias, em 17/09 as 20H pelo Canal do Boi, acontece o 15 Leilão Brahmânia, oportunidade para adquirir genética Brahman selecionada a campo para a realidade do Brasil. Serão ofertados 60 touros e 20 fêmeas prenhes da safra 2013, rústicos e funcionais, criados e recriados a campo, participantes do PMGZ e com a garantia de fertilidade Brahmânia.

 

Lote 1 – Leilão Brahmânia

Leilão Brahmânia em 17 de Setembro as 20H pelo Canal do Boi – Aqui vai uma amostra dos animais que disponibilizaremos para compra.

Nossos animais sao criados e recriados totalmente a pasto.

Brahman,  o zebuíno mais criado no mundo.

Mais informações pelo telefone (17) 99773.0001 Bruno ou (17) 99129-0086 Regina.

Invasão da Fazenda Figueira

Protesto!

A Associação dos Profissionais da Pecuária Sustentável vem, através desta carta, protestar contra a invasão da Fazenda Figueira por um grupo de pessoas autodenominadas Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.

Esse grupo é célebre pelo rastro de destruição que deixa, pela truculência de métodos e pela intimidação. Uma negação aos direitos do homem e ao desenvolvimento humano.

A Fazenda Figueira (Estação Experimental Agro zootécnica Hildegard Georgina Von Pritzelvitz – Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz) é uma instituição de pesquisa e fomento que, ao longo desses anos, tem ensinado a agricultores e pecuaristas as normas corretas de produção. Além disso, é organizada de tal forma e gerida com tal carinho e competência que os resultados são extraordinariamente positivos. Uma fazenda de pesquisa e ensino, rentável e livre. Um modelo de exploração atrelado à realidade brasileira.

Um pouco sobre a história da Fazenda Figueira:

Ao falecer, em janeiro de 2000, o engenheiro agrônomo Alexandre Von Pritzelwitz deixou, em testamento, para a Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz – FEALQ, uma propriedade agrícola denominada Fazenda Figueira, localizada no município de Londrina, Paraná, com as determinações de que fosse administrada pela Fundação, promovendo parcerias para a realização de pesquisa com o Departamento de Zootecnia da ESALQ/USP e outras instituições; que mantivesse a pecuária de corte como atividade principal e se criasse uma estação agro zootécnica com o nome de sua progenitora, Hildegard Georgina Von Pritzelwitz. Uma Comissão Técnica, indicada pelo Departamento de Zootecnia, foi encarregada do desenvolvimento da fazenda com o objetivo de torna-la produtiva e autossustentável. Uma Comissão Científica, indicada pela FEALQ, analisa e aprova os projetos de pesquisa desenvolvidos na Estação Experimental.

Um sonho e um ideal que agora estão sendo ameaçados por um punhado de vândalos que, queremos crer, não sabem o que fazem. Se sabem, são criminosamente responsáveis pelos seus atos de esbulho. Estão ameaçando destruir um bem cujo objetivo é a agregação de conhecimento no meio rural nacional. Na Fazenda Figueira está a maior reserva florestal de Londrina, agora em risco.

Conclamamos à sociedade rural, em particular, e à sociedade brasileira como um todo, que repudiem essa violência de maneira incisiva. Rogamos que as autoridades restabeleçam prontamente o estado de direito e de ordem, protegendo a pesquisa, o ensino e o fomento do conhecimento agrário.

O Brasil não pode ser violentado dessa forma.

Por Alcides Torres, engenheiro agrônomo/Presidente da Associação dos Profissionais da Pecuária Sustentável.

Agricultura dá exemplo

Apresentado no dia 27 de julho, o balanço dos primeiros seis meses de Kátia Abreu à frente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) evidencia que, mesmo num cenário de crise política e de ajuste fiscal, é possível trabalhar. As necessidades do País são prementes e não há razão para esperar, de braços cruzados, melhores tempos. Eles virão como consequência de um trabalho sério e competente – e é isso, “apenas” isso, o que se espera de um governo.

O atual Ministério da Agricultura tem surpreendido por um dinamismo que há muito não se via na esfera federal. Também sofreu cortes – segundo a pasta, nos primeiros seis meses houve uma redução de R$ 69,39 milhões em despesas operacionais, como água, luz, diárias, passagens e contratos de terceirização -, mas o ajuste fiscal não foi motivo, nem desculpa, para paralisias. Apesar da diminuição das receitas, o Mapa conseguiu definir suas prioridades e tem trabalhado a partir daí. O diferencial parece ser o foco em um planejamento de longo prazo. Por exemplo, o Mapa estuda propor uma Lei Plurianual para a Agricultura, com duração de quatro a cinco anos, que possa conferir mais transparência e previsibilidade ao setor. Também está em estudo um novo modelo de seguro agrícola, que ofereça maior segurança aos produtores na hora de negociar com os bancos.

Segundo a ministra Kátia Abreu, o tema prioritário de sua gestão é a defesa agropecuária, que é “o sentido principal deste Ministério existir. É a defesa que garante qualidade, dá condições para as exportações e para o mercado interno e dita as normas e regras para a maior agricultura tropical do planeta continuar produzindo com qualidade e competitividade”. Por exemplo, o Mapa tem entre suas ações o apoio à produção agropecuária nas Regiões Norte e do “Matopiba” (região de confluência de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Segundo o balanço do Mapa, outra prioridade foi a ampliação das possibilidades de exportação dos produtos brasileiros; por exemplo, abertura de novos mercados para carnes e lácteos brasileiros. Estima-se um potencial de US$ 82 bilhões de mercados não acessados por produtos agropecuários brasileiros competitivos, e atualmente o Mapa está em negociação com 22 mercados considerados prioritários, como Japão e Coreia do Sul.

Entre as metas do Mapa está a promoção de um programa de vigilância sanitária nas fronteiras, para o monitoramento de doenças e de pragas.

O Ministério também está atento à gestão interna. Tem a meta de informatizar totalmente a pasta – deixá-la sem papel -, ampliar a desburocratização – por exemplo, dos pedidos de habilitação e de renovação de estabelecimentos que produzem alimentos – e eliminar o estoque de processos acumulados ao longo dos anos. Há processos parados há mais de uma década. O Decreto Presidencial 8.492/15 reestruturou o Ministério e permite agilizar a conclusão dos processos.

O Ministério planeja ainda a criação de uma Escola de Gestão da Agricultura. Na primeira fase, a melhoria da capacitação profissional estaria voltada aos servidores do Mapa – são atualmente 11 mil -, com posterior ampliação aos servidores das superintendências e, a partir do segundo semestre de 2016, aos produtores rurais.

Sem dúvida, a agropecuária brasileira merece um Ministério que lhe dê suporte, desde o planejamento da produção até a comercialização e exportação. A promessa da atual ministra é ambiciosa. “Independentemente do ministro, queremos criar aqui uma imagem de órgão respeitável no mundo todo, como o Usda (Departamento de Agricultura norte-americano)”, afirmou.

Os tempos de crise não impedem de sonhar. É preciso, no entanto, um trabalho sério e competente para transformar esses sonhos em realidade. Um trabalho que é sempre possível, desde que haja diligência e competência.

Pecuarista é principal desafiado com abertura de mercados

A potencialidade de comercialização da carne brasileira para a China e Estados Unidos se tornou um desafio para indústria, mas também para o criadores brasileiros que ampliam a responsabilidade de produzir animais, em maior volume e qualidade, na meta de atender mercados cada vez mais criteriosos. Segundo a JBS, dentro deste cenário, a falta de sincronia entre os pecuaristas pode não deve prevalecer e a região Centro-Oeste terá papel imprescindível, por se tratar da região com maior volume de produção e com níveis de qualidade a se elevar.

Segundo Eduardo Krisztán Pedroso, do setor de originação da multinacional, há um processo de produtividade com qualidade a ser superado e que atenda aos desafios. “Temos que mudar a fase da nossa produção de proteína, sair da carne ingrediente para alcançar a culinária e a gourmet. A evolução de mercado requer mudança de modelo mental. Há um longo caminho a ser seguido, ainda que tenhamos projetos de ponta em nossa pecuária, não há sincronia do campo”, sinaliza.
Entre as respostas para a frenética demanda por carne dentro e fora do País, o diretor geral do Grupo Nelore Grendene, Ilson Corrêa, aponta que há estratégias da porteira para dentro, mas concorda quanto à necessidade de sincronia entre os produtores rurais. “Realizamos, anualmente, o maior leilão de touros do mundo, com a finalidade de distribuir genética capaz de desenvolver outros plantéis com a mesma capacidade que a Fazenda Ressaca. Em contrapartida, verificamos que há produtores que não cumprem com o dever de casa e deixam de investir.  Isso estimula um decréscimo na qualidade, com impacto para toda classe produtora”, destaca Corrêa. “A busca por qualidade está na base. Cabe ao pecuarista empreendedor optar pela produção de carne de alto padrão e ter valorização do seu produto, ou então se manter em moldes arcaicos, oferecendo ao mercado uma carne sem muitos atributos, ignorando a genética disponível”, completa.
Como todo o mercado, independente do ramo, há o que se melhorar na pecuária nacional e não é diferente no Estado que concentra o maior rebanho do País, Mato Grosso. “Nós, e os pecuaristas, temos a responsabilidade de colocar, na mesa do consumidor, uma carne macia e saborosa, que será apreciada diariamente. A população está crescendo e dispondo de mais renda, isso aumenta o nosso trabalho, pois, a cada dia, haverá mais pessoas demandando um produto melhor, que vem de animais castrados, novilhas gordas ou animais inteiros, com idade máxima de dois anos e acabamento de gordura superior a três milímetros”, afirma Pedroso.
Dados que confirmam o cenário desenhado pelo diretor da Nelore Grendene foram levantados, recentemente, pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (abiec), no estudo sobre a imagem da carne brasileira no mercado externo. Das classificações possíveis entre carne ingrediente, culinária ou gourmet, a proteína animal produzida no Brasil ainda está no nível ingrediente, sob a ótica dos importadores, com destino prioritário para produtos industrializados, como embutidos, conservas e carne moída, ou seja, produto regular de mercado, sem valor agregado. “Existem oportunidades para melhoria dos resultados da cadeia produtiva da carne bovina, em geral. Para tanto, é necessário expandir a educação comercial do produtor, com foco na produção de carne de qualidade e atendimento das expectativas do consumidor”, garante Eduardo Krisztán Pedroso.
Há uma barreira a ser derrubada pelos criadores, segundo o JBS, que ao analisar os abates de animais no sudoeste de MT com o Brasil, detecta a oportunidade para reduzir a idade de abate e melhorar o acabamento das carcaças.
O Farol da Qualidade da JBS, matriz que aponta a qualidade das carcaças, considerando parâmetros de sexo, idade, peso e acabamento, revela que apenas 10% dos animais abatidos no Vale do Guaporé têm carcaças que se enquadram no Farol Verde, ou seja, possuem características desejáveis pelo mercado da carne. No Brasil, essa média é de 14%, percentual também considerado baixo. Carcaças no Farol Amarelo, com características toleráveis, são 54% no sudoeste do Estado, contra 53% de média nacional. Já as carcaças no Farol Vermelho, padrão indesejável pelo mercado, somam 36%, três pontos além do indicado na média brasileira, de 33%. Segundo a multinacional, os números mostram uma oportunidade de melhoria genética do rebanho da região, criando bezerros com potencial para maior ganho de peso e precocidade de acabamento. Isso se soma à disponibilidade de grãos, o que é necessário para a intensificação da atividade. Uma porta aberta para a região seguir evoluindo no tripé da produção animal: genética, nutrição e manejo.
Sobre o aumento da rentabilidade do produtor rural, que opta pela qualidade, e confirmando seu papel no potencial da carne consumida no mercado interno e externo, o JBS afirma que, no quesito preço, os protocolos de tipificação estão avançando rapidamente, fazendo com que surjam melhores oportunidades de remuneração ao pecuarista, vinculadas à qualidade das carcaças abatidas. Dentro da porteira, o pecuarista tem ferramentas para capturar tal valor e que estão em suas mãos, como aumento de produtividade, redução da idade de abate (forte impacto na demanda de capital de giro e custo financeiro), carcaças mais pesadas e de maior rendimento (conformação superior e animais precoces com acabamento de três a dez mm de gordura). “Fazendo uma analogia, a carcaça é a embalagem da pecuária e preenchê-la, adequadamente, significa aumento de produtividade e, por consequência, do faturamento por hectare da propriedade rural. Isso é aumentar a renda do produtor economicamente antenado,” enfatiza Pedroso.
Ao considerar o depoimento do representante do JBS, Corrêa se utiliza da Nelore Grendene como exemplo e aponta o que valorizou o plantel administrado por ele. “A inserção da propriedade em programas de melhoramento genético, o acompanhamento técnico-científico, a integração com outras culturas, que aumentam a produção de forma vertical e sustentável, e outras estratégias que podem ser facilmente adotadas por pecuaristas de todas as regiões, elevaram a margem de lucro anual e nos apresenta, atualmente, como referência na produção da raça nelore”, pontua. “Dentro deste mercado internacional, existe a necessidade da união dos pecuaristas brasileiros que prezam por genética de procedência, para que, posteriormente, por meio da indústria frigorífica, possamos apresentar o nelore como uma carne de excelência aos investidores estrangeiros, alcançando mercados ainda maiores, infinitos e valorizados”.
Contudo, apesar das inúmeras barreiras e passos largos a serem dados, o pecuarista brasileiro tem o que se comemorar, pois mercados se abrem e crescem conjuntamente à valorização do seu trabalho e produção. Com o Brasil consumindo 80% da sua produção de carne, o consumo não obedece a proporção natural dos cortes da carcaça, o que faz das exportações um importante regulador de preços de mercado do boi gordo. Nos primeiros meses de 2015, os principais destinos externos da carne brasileira passaram por crise econômica e, consequente, reduziram o poder de compra de suas moedas, como aconteceu com a Rússia, Venezuela e Oriente Médio. Do outro lado, a dificuldade da reposição força a alta dos preços do boi gordo e abate de animais mais pesados, mesmo que tardios.
Relacionando estes aspectos, Pedroso desenha um panorama bastante otimista, não só para os produtores, mas também para os consumidores. “Os preços elevados da carne nas gôndolas estão afetando a régua da demanda do mercado doméstico e a estabilidade do mercado no curto prazo. Mas as projeções são otimistas para o segundo semestre, com a recuperação dos volumes e abertura de novos mercados de exportação e seu equilíbrio com o mercado interno. É indiscutível a vocação brasileira para ocupar espaço na demanda crescente por carne bovina, projetada para as próximas décadas”, finaliza.

Agronegócio responsável por 45,9% das exportações.

Agronegócio tem a maior participação em seis anos na balança comercial brasileira

Setor foi responsável por 45,9% das vendas externas totais do País no primeiro semestre, totalizando US$ 43,3 bi, segundo informações da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

O agronegócio brasileiro foi responsável por 45,9% das vendas externas totais do País no primeiro semestre, totalizando US$ 43,3 bilhões, o que representa a melhor participação do setor em seis anos.

A informação está no Boletim do Agronegócio Internacional, elaborado pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). As importações somaram US$ 7,1 bilhões e o segmento teve superávit de US$ 36,2 bilhões no período.

Ainda segundo o boletim, sete dos dez principais produtos da pauta brasileira de exportações são do agronegócio. Juntos, esses sete produtos resultaram em US$ 28,6 bilhões em receita com os embarques e representaram 30,3% do total exportado pelo País nos primeiros seis meses de 2015.

O principal destaque foi a soja em grão, com US$ 12,5 bilhões. “Apesar da queda de 22% na receita, se comparada ao mesmo período de 2014, houve aumento de 1,2% no volume de vendas”, informa o boletim.

Outros produtos que se destacaram no primeiro semestre foram farelo de soja (US$ 2,98 bilhões), carne de frango (US$ 2,97 bilhões) e café em grão (US$ 2,86 bilhões). Este último produto teve alta de 9,3% em valor nas exportações. Já o óleo de soja e a pasta química de madeira apresentaram elevação do volume de vendas, de 11,2% e 7%, respectivamente.

fonte:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,agronegocio-tem-a-maior-participacao-em-6-anos-na-balanca-comercial-brasileira–diz-cna,1727419

Mercado de carnes brasileiro até 2025

O estudo de tendências do agronegócio elaborado pela Coordenação-Geral de Planejamento Estratégico, vinculada à Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), considera aspectos globais como o crescimento da economia mundial, o envelhecimento populacional e a mudança nos hábitos alimentares, bem como o desenvolvimento tecnológico e a evolução da consciência ambiental.  A avaliação desses aspectos ligados às características do setor no Brasil permite a elaboração de projeções de produção, consumo e comércio exterior. Os índices atuais apontam para um mercado internacional de consumo em expansão, mas cada vez mais exigente no quesito de qualidade dos produtos agrícolas.

Veja abaixo as projeções para o mercado de carnes, publicadas em julho de 2015.

O CENÁRIO DAS PROJEÇÕES

O cenário das projeções, encontrado neste ano de 2015 e próximos dez anos, mostra uma tendência dos preços agrícolas situarem-se abaixo da média do período 2008 a 2014, porém acima da média de preços observada antes do ano de 2007 (OECD-FAO, 2015). Os anos projetados de 2015 a 2024, mostram os preços reais situando-se em níveis diferenciados com relação ao seu crescimento: Os preços de soja são os que devem situar-se em níveis mais altos em relação aos preços até 2007. Em seguida situam-se os preços das carnes, a seguir os lácteos e por fim os preços de cereais. Mas quando a OECD-FAO (2015, p.43) examinam a tendência secular dos preços reais desde o ano 1908 até 2024, há uma tendência de queda dos preços.

Os preços agrícolas reais no Brasil para os principais grãos e carnes mostram-se em 2015, abaixo da média histórica para milho, soja, trigo e carne de frango. Os preços do boi gordo e de carcaça de suínos são os maiores destaques em relação a seus níveis históricos. Destaque maior é para o boi gordo onde o preço por arroba aumentou em 2015, cerca de 30,0% em relação ao preço histórico (julho/1997 a fevereiro/2015).

Como é usual nos trabalhos de projeções de longo prazo como OECD- FAO (2015), USDA (2015), os resultados são baseados em suposições que afetam a oferta, demanda, o comércio e os preços das commodities, como as políticas setoriais e políticas macroeconômicas.

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RESULTADOS DAS PROJEÇÕES BRASIL

Carnes

Antes de apresentar as projeções de carnes, procura-se ilustrar a atual distribuição no Brasil do rebanho bovino, no que se refere ao número de animais abatidos em 2014. Segundo o IBGE (2015), nesse ano foram abatidas 33,9 milhões de cabeças em todo o país. O Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Rondônia e Rio Grande do Sul, lideram os abates, com 76,6% dos abates no país.

Os dados de efetivos de bovinos em 2013, indicam que o país possuía nesse ano, 212 milhões de cabeças, sendo que 37,0% encontravam-se no Centro-oeste, 23,2% no Norte, 20,4% no Sudeste, 15,0% no Nordeste e 14,4% no Sul. No Centro-oeste, o maior efetivo estava em Mato Grosso e no Norte, Pará e Rondônia concentravam o maior efetivo.

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As projeções de carnes para o Brasil mostram que esse setor deve apresentar intenso crescimento nos próximos anos e a expectativa é que a produção de carne no Brasil continue seu rápido crescimento na próxima década (OECD-FAO, 2015). Ainda segundo essas instituições, os preços ao produtor devem crescer fortemente durante os próximos dez anos, especialmente para carne de porco, e carne bovina, enquanto os preços do frango devem crescer a taxas mais modestas (OECD–FAO, p. 78, item 144).

Entre as carnes, as que projetam maiores taxas de crescimento da produção no período 2014/15 a 2024/25, são a carne de frango, que deve crescer anualmente a 3,0%, e a suína, cujo crescimento projetado para esse período é de 2,9% ao ano. A produção de carne bovina tem um crescimento projetado de 2,1% ao ano, o que também representa um valor relativamente elevado, pois consegue atender ao consumo doméstico e às exportações.

A produção total de carnes em 2014/15 está estimada em 25,8 milhões de toneladas e a projeção para o final da próxima década é produzir 33,7 milhões de toneladas de carne de frango, bovina e suína. Essa variação entre o ano inicial da projeção e o final resulta num aumento de produção de 30,7%.

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O crescimento anual projetado para o consumo da carne de frango é de 2,8% no período 2014/15 a 2024/25. Isso significa um aumento de 32,1% no consumo nos próximos 10 anos. O consumo de carne de frango projetado para 2025 é de 11,9 milhões de toneladas; supondo a população total projetada pelo IBGE em 218,3 milhões de pessoas, tem- se ao final das projeções um consumo de 54,7 kg/hab/ano; o consumo em 2015 estimado pela Conab é de 44,2 kg/hab/ano.

A carne suína passa para o segundo lugar no crescimento do consumo com uma taxa anual de 2,6% nos próximos anos. Em nível inferior de crescimento situa-se a projeção do consumo de carne bovina, de 1,5% ao ano para os próximos anos.

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Quanto às exportações, as projeções indicam elevadas taxas de crescimento para os três tipos de carnes analisados. As estimativas projetam um quadro favorável para as exportações brasileiras. As carnes de frango e de suínos lideram as taxas de crescimento anual das exportações para os próximos anos – a taxa anual prevista para carne de frango é de 3,6%, para a carne suína de 3,7%. As exportações de carne bovina devem situar-se numa média anual de 3,3%. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, 2015) classifica o Brasil em 2024 como segundo maior exportador de carne bovina, sendo a Índia o primeiro exportador. Nas exportações de carne de porco o Brasil é classificado em quarto lugar e em carne de frango em primeiro lugar.

As exportações de carnes ao final do período das projeções devem aumentar em 2,7 milhões de toneladas. Desse montante, 1,7 milhão de toneladas, ou seja 62,7% deve ser de carne de frango. O restante do acréscimo na quantidade exportada fica distribuído entre carne bovina, 28,8% e carne suína, 8,4%. O grande mercado para a carne bovina é representado por Hong Kong, Rússia, União Européia (EU 28), Venezuela e Egito. Para a carne de frango, os principais destinos são Arábia Saudita, União Europeia (EU 28), Japão, China, Emirados árabes Unidos, Hong Kong e Venezuela. Para a carne suína, os principais mercados são Rússia, Hong Kong e Cingapura.

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RESUMO DOS PRINCIPAIS RESULTADOS

Os produtos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro deverão ser soja em grão, trigo, carne de frango, carne suína, açúcar, algodão em pluma, cana-de-açúcar, maçã, melão e celulose. O mercado interno e a demanda internacional serão os principais fatores de crescimento para a maior parte desses produtos. São os que indicam maior potencial de crescimento da produção nos próximos anos. Há um conjunto de produtos que revelou pouco dinamismo. Alguns desses produtos são o arroz, feijão, laranja e mandioca. Para estes, é baixa a taxa de crescimento da produção.

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A produção de carnes (bovina, suína e aves) entre 2014/15 e 2024/25, deverá aumentar em 7,9 milhões de toneladas. Representa um acréscimo de 30,7% em relação à produção de carnes de 2014/2015. As carnes de frango e suína, são as que devem apresentar maior crescimento nos próximos anos: frango, 34,7% e suína, 35,1%. A produção de carne bovina deve crescer 23,3% entre o ano base e o final das projeções.

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Nas carnes, também haverá forte pressão do mercado interno. Do aumento previsto na produção de carne de frango, 64,5% da produção de 2024/25 serão destinados ao mercado interno; da carne bovina produzida, 74,6% deverão ir ao mercado interno, e na carne suína 82,8%. Deste modo, embora o Brasil seja, em geral, um grande exportador para vários desses produtos, o consumo interno será predominante no destino da produção.

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(veja a tabela completa no relatório completo).

Clique aqui para ver as projeções completas do Mapa.

Fonte: Mapa.

Comissão aprova isenção do ITR para áreas produtivas

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou isenção do Imposto Territorial Rural (ITR) para áreas produtivas, prevista no Projeto de Lei 7250/2014. A intenção é premiar, com desconto no imposto, o produtor rural que mais produz.

O relator, deputado Alceu Moreira (RS), avaliou que o projeto é positivo ao estimular ainda mais a utilização das áreas das propriedades rurais em sua totalidade.
“O ITR é um imposto com características extrafiscais, ou seja, seu objetivo principal não é simplesmente a arrecadação, mas estimular o uso adequado das propriedades rurais”, disse o deputado.
O projeto acrescenta uma tabela de descontos do ITR à Lei 9.393/96, que trata desse imposto. Pela tabela, o desconto do ITR será progressivo de acordo com a área produtiva. Para o cálculo, será considerada produtiva a diferença percentual entre a área total e as reservas ambientais (reserva legal ou área de proteção permanente).